Por mais difícil que seja para o torcedor corinthiano, o técnico
Tite tem razão. O Corinthians ainda é um time em formação. Formação essa que
pode dar certo apenas no segundo semestre de 2016. No ano passado, o torcedor
deve se lembrar que o time de Renato Augusto, Jadson, Ralf e Elias engrenou a
partir de setembro. No futebol não existe previsão, mas os bons times levam
tempo para encontrar uma maneira ideal de jogo. E com esse “novo Corinthians”
não deve ser diferente. Dos 11 atletas que atuaram contra o Nacional, apenas quatro
deles eram titulares na reta final do Brasileiro.
O
torcedor não tem que achar culpados. A eliminação foi mais do que
merecida. O Nacional foi superior nos dois jogos. Se chegasse às quartas de
final, o Corinthians dificilmente aguentaria um Boca Juniors.
Sobre a Copa Libertadores da América, principalmente na fase do
mata-mata, é o tipo de competição que exige um time mais cascudo. Isso o
Corinthians não é. Jogadores como Rodriguinho, Bruno Henrique, Yago e Uendel
sentiram o peso de decidir uma classificação em casa. Nenhum desses jogadores
devem ser chamados de “pipoqueiros” pela torcida. Entre ser pipoqueiro e sentir
a pressão existe uma diferença enorme. Com relação ao André, que perdeu o
pênalti, não dá para colocar a culpa da eliminação nele. O time inteiro foi
mal, começando pelo Cássio que falhou nos dois gols.
Três torcedores tentaram invadir o vestiário da equipe após o
jogo. Sobre o caso, Tite deu mais um show e declarou: “Três torcedores não
representam 35 milhões de corinthianos”. Uma eliminação na Libertadores não é
mais o fim do Mundo na vida do Corinthians. E o próprio Corinthians já aprendeu
com isso.
A vida segue!
A vida segue!
Imagem: Globoesporte.com

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