quinta-feira, 5 de maio de 2016

Eliminação prevista e merecida

Por mais difícil que seja para o torcedor corinthiano, o técnico Tite tem razão. O Corinthians ainda é um time em formação. Formação essa que pode dar certo apenas no segundo semestre de 2016. No ano passado, o torcedor deve se lembrar que o time de Renato Augusto, Jadson, Ralf e Elias engrenou a partir de setembro. No futebol não existe previsão, mas os bons times levam tempo para encontrar uma maneira ideal de jogo. E com esse “novo Corinthians” não deve ser diferente. Dos 11 atletas que atuaram contra o Nacional, apenas quatro deles eram titulares na reta final do Brasileiro. 

O torcedor não tem que achar culpados. A eliminação foi mais do que merecida. O Nacional foi superior nos dois jogos. Se chegasse às quartas de final, o Corinthians dificilmente aguentaria um Boca Juniors.

Sobre a Copa Libertadores da América, principalmente na fase do mata-mata, é o tipo de competição que exige um time mais cascudo. Isso o Corinthians não é. Jogadores como Rodriguinho, Bruno Henrique, Yago e Uendel sentiram o peso de decidir uma classificação em casa. Nenhum desses jogadores devem ser chamados de “pipoqueiros” pela torcida. Entre ser pipoqueiro e sentir a pressão existe uma diferença enorme. Com relação ao André, que perdeu o pênalti, não dá para colocar a culpa da eliminação nele. O time inteiro foi mal, começando pelo Cássio que falhou nos dois gols.

Três torcedores tentaram invadir o vestiário da equipe após o jogo. Sobre o caso, Tite deu mais um show e declarou: “Três torcedores não representam 35 milhões de corinthianos”. Uma eliminação na Libertadores não é mais o fim do Mundo na vida do Corinthians. E o próprio Corinthians já aprendeu com isso.

A vida segue!



Imagem: Globoesporte.com




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