terça-feira, 31 de maio de 2016

O renascimento de Guilherme no Corinthians

Sim, o torcedor está surpreso e ainda é muito cedo. Mas até o momento Guilherme é o melhor jogador Corinthians no Campeonato Brasileiro. É preciso calma antes de criticar o atleta ou então compará-lo com Renato Augusto e Jadson. Os três são totalmente diferentes. Guilherme é mais goleador, enquanto que Renato Augusto e Jadson são os meias que fazem o time jogar.

O bom início do Corinthians no Brasileirão se dá principalmente pela mudança de posição do atleta. Guilherme deixou de ser armador. Nunca foi na verdade. Tite passou a utilizá-lo como segundo atacante pelo meio e mais próximo do gol, sem a necessidade de ajudar na marcação. Essa é sua posição de origem, algo que ele sempre disse, desde o momento em que foi contratado. Em alguns momentos, Guilherme faz o difícil parecer fácil.

Em meio a tudo isso, Tite percebeu que os jogadores do atual elenco não possuem características para o sistema 4-1-4-1. O treinador mudou e optou pelo 4-2-3-1. Por enquanto é o sistema que mais tem funcionado. O Corinthians passou a criar mais. Foi assim no 1º tempo contra o Vitória e na partida contra a Ponte, além do 2º tempo contra o Sport. Os três atletas do meio (Giovanni Augusto, Marquinhos Gabriel e Guilherme) vivem se procurando em campo. Algo que acontecia muito com Jadson e Renato Augusto no ano passado.

Mas vamos deixar as comparações de lado. Não é justo com ninguém. Apenas o futuro dirá se esse novo Corinthians brigará pela Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro. 


Imagem: UOL Esporte

terça-feira, 24 de maio de 2016

A relação sem fim entre Corinthians e Guerrero



Corinthians e Guerrero não possuem mais nenhum tipo de vínculo contratual. O que ficou foi apenas a lembrança do torcedor. Lembrança marcada pelos 54 gols do atacante com a camisa do Corinthians, sendo um deles o mais importante da história do clube.

Porém, pelo menos pra mim, essa é uma relação que ainda não acabou. Em uma pesquisa rápida, feita com 10 torcedores do Corinthians, 9 deles disseram que aceitariam o atacante de volta. O único torcedor que não aceita o peruano de volta prefere apostar no atacante André. Assim como apostou em Vágner Love em 2015.

A relação “Guerrero e Corinthians” é o tipo de relação que gera arrependimento de ambas as partes. Hoje, o Corinthians se arrepende por não ter se esforçado tanto para manter o atacante, que na época era o maior ídolo do clube. Por outro lado, Guerrero começa a se arrepender aos poucos da decisão de trocar o clube paulista pelo Flamengo. Claro que não estamos falando da parte financeira, mas sim do rendimento dentro de campo.

Corinthians e Guerrero decidiram seguir caminhos diferentes, mas passa a impressão daquele casal que continua mantendo contato. O Corinthiano quando fala do Guerrero expressa palavras de amor e ódio ao mesmo tempo. Comportamento comum de quem ainda gosta. É como aquele homem que foi trocado pela parceira e mesmo assim continua vendo fotos da época da relação ou então vive desabafando com os amigos. Já o comportamento de Guerrero é como aquele homem que troca a parceira por outra para tentar ser mais feliz. Porém, em nenhum momento ele esqueceu a ex. E felicidade se tornou algo raro em sua vida. 

O futuro dessa relação só Deus sabe!

quinta-feira, 19 de maio de 2016

O que vier para o São Paulo é lucro

Depois de um 2015 turbulento, que terminou com uma derrota de 6 a 1 para o Corinthians, o São Paulo parece que está se acertando. E esse acerto teve início ainda em 2015. Precisamente no dia 17 de dezembro, com a contratação do técnico Edgardo Bauza.

Ainda é cedo para analisar o trabalho do treinador argentino. Porém, colocar esse time do São Paulo entre os 4 melhores da América já é um feito. Esse mesmo time, com pequenas mudanças, iniciou o ano sob desconfiança de boa parte da torcida e da imprensa.

Entre as equipes brasileiras, o São Paulo era apontado como aquele que seria eliminado mais cedo. Isso faz parte, pois futebol é momento. Naquele momento, entre janeiro e fevereiro, o torcedor não sabia qual era o time titular. Três meses depois, o torcedor passou a pensar em título. No final do jogo contra o Atlético Mineiro, o zagueiro Maicon declarou: “O São Paulo pode até não agradar, mas se classificou”. Mais uma prova que a Libertadores não se ganha jogando bonito. Nós podemos contar nos dedos às equipes que conquistaram o título jogando um futebol atraente. 

Ainda sobre Edgardo Bauza, ele é o responsável por recuperar algo que o são-paulino havia perdido nos últimos anos. Aquela sensação que vai muito além de apenas participar da Libertadores. O São Paulo voltou a colocar medo nos rivais. O são-paulino voltou a ter aquela sensação de como é chegar em uma fase decisiva da Libertadores. O São Paulo acabou com o trauma das sete eliminações seguidas para times brasileiros. Isso não tem preço para o torcedor são-paulino. O que vier agora é lucro!


Imagem: Lancenet

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Eliminação prevista e merecida

Por mais difícil que seja para o torcedor corinthiano, o técnico Tite tem razão. O Corinthians ainda é um time em formação. Formação essa que pode dar certo apenas no segundo semestre de 2016. No ano passado, o torcedor deve se lembrar que o time de Renato Augusto, Jadson, Ralf e Elias engrenou a partir de setembro. No futebol não existe previsão, mas os bons times levam tempo para encontrar uma maneira ideal de jogo. E com esse “novo Corinthians” não deve ser diferente. Dos 11 atletas que atuaram contra o Nacional, apenas quatro deles eram titulares na reta final do Brasileiro. 

O torcedor não tem que achar culpados. A eliminação foi mais do que merecida. O Nacional foi superior nos dois jogos. Se chegasse às quartas de final, o Corinthians dificilmente aguentaria um Boca Juniors.

Sobre a Copa Libertadores da América, principalmente na fase do mata-mata, é o tipo de competição que exige um time mais cascudo. Isso o Corinthians não é. Jogadores como Rodriguinho, Bruno Henrique, Yago e Uendel sentiram o peso de decidir uma classificação em casa. Nenhum desses jogadores devem ser chamados de “pipoqueiros” pela torcida. Entre ser pipoqueiro e sentir a pressão existe uma diferença enorme. Com relação ao André, que perdeu o pênalti, não dá para colocar a culpa da eliminação nele. O time inteiro foi mal, começando pelo Cássio que falhou nos dois gols.

Três torcedores tentaram invadir o vestiário da equipe após o jogo. Sobre o caso, Tite deu mais um show e declarou: “Três torcedores não representam 35 milhões de corinthianos”. Uma eliminação na Libertadores não é mais o fim do Mundo na vida do Corinthians. E o próprio Corinthians já aprendeu com isso.

A vida segue!



Imagem: Globoesporte.com